Genera
Juliana Leal
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Juliana, seu DNA indica que 66% da sua ancestralidade é proveniente da Europa.

Resultados Continentais

Esta página apresenta um panorama inicial de sua herança ancestral, revelando como suas raízes se espalham pelos diferentes continentes do mundo, com porcentagens que indicam a proporção de sua ancestralidade vinculada a cada região. Este mapa é apenas o começo de uma viagem profunda pela história de sua família, servindo como um guia visual para entender de onde você vem. À medida que avança para as páginas seguintes, serão introduzidas informações mais detalhadas e específicas sobre cada área geográfica. Você explorará a história, os movimentos e os eventos que moldaram seus antepassados e, por fim, você mesmo. Prepare-se para desvendar as camadas de sua identidade genética e descobrir como a história de suas origens se entrelaça para formar quem você é.

Europa

66%

África

24%

Oriente Médio e Magrebe

7%

Américas

3%

Resultados por Região

Esta página apresenta um panorama inicial de sua herança ancestral, revelando como suas raízes se espalham pelos diferentes continentes do mundo, com porcentagens que indicam a proporção de sua ancestralidade vinculada a cada região. Este mapa é apenas o começo de uma viagem profunda pela história de sua família, servindo como um guia visual para entender de onde você vem. À medida que avança para as páginas seguintes, serão introduzidas informações mais detalhadas e específicas sobre cada área geográfica. Você explorará a história, os movimentos e os eventos que moldaram seus antepassados e, por fim, você mesmo. Prepare-se para desvendar as camadas de sua identidade genética e descobrir como a história de suas origens se entrelaça para formar quem você é.

Europa

Europa

66%

Ibéria

35%

Europa Ocidental

10%

Alemanha, França e Países Baixos

Ilhas Britânicas

Judeus Ashkenazim

6%

Leste Europeu

5%

Polônia e Eslováquia

Hungria

Lituânia, Letônia e Estônia

Ucrânia e Bielorrússia

Centro-Oeste da Rússia

Basco

5%

Judeus Sefaradim

3%

Sardenha

< 2%

Itália

< 2%

Ibéria

Os primeiros achados arqueológicos na Ibéria (região relativa a Portugal e Espanha) datam do período paleolítico. De lá para cá, a região sofreu influências genéticas de regiões como Itália, Grécia, estepe pôntico-cáspia (região ao redor do extremo sudoeste da Rússia), centro e norte da Europa, norte da África, e de povos como os judeus exilados e os muçulmanos, durante o domínio destes últimos sobre a península. Ou seja, a população ibérica representa um grande e diverso mosaico genético.

Durante os primeiros séculos da colonização, a entrada de portugueses no Brasil foi restrita, limitando-se a poucas centenas por ano. Foi apenas após a independência que esses números cresceram, chegando a alcançar 76 mil imigrantes portugueses anuais às vésperas da Primeira Guerra Mundial. A figura espanhola se fez bem menos presente, porém ainda com impacto, principalmente na região sul do país (durante a colônia) e sudeste (após a independência). Entre 1800 e 1980, calcula-se que quase 1,8 milhão de portugueses entraram no Brasil, e que o número de espanhóis seja aproximadamente um terço disso.


Europa Ocidental

A região ocidental da Europa abrange as atuais França, Alemanha, Áustria, Suíça, Bélgica, Holanda, Irlanda, Reino Unido, Liechtenstein e Luxemburgo, e há vestígios de que seres humanos ocupam a região desde 35 mil anos atrás. As ilhas britânicas já fizeram parte do Império Viking, enquanto o território continental foi por muito tempo habitado por tribos celtas e germânicas. Após a queda do Império Romano, os reinos oriundos dessas tribos passaram a ser o poder dominante na região, eventualmente originando os Estados que conhecemos atualmente. O Império Britânico, com início no século XVI, chegou a dominar e colonizar países em todos os continentes, sendo considerado o maior império da história e tendo chegado a ocupar 26% da área terrestre global em seu auge, em 1920.

O deslocamento de europeus ocidentais não ibéricos para o Brasil teve início com as invasões empreendidas por França e Holanda nos séculos XVI e XVII à costa brasileira. No início do século XIX, começam a chegar ingleses, que se instalaram principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde fundaram a São Paulo Railway, primeira ferrovia do estado. Após a independência, a imigração de alemães foi incentivada pelo governo brasileiro para ocupar regiões ainda despovoadas do território e “embranquecer” a população. Houve também grande afluxo de alemães devido às Guerras Mundiais.

Europa Ocidental e Norte da Itália 

A proximidade geográfica das populações da Europa Ocidental e do Norte da Itália, bem como o contexto histórico dessas regiões, contribuiu para que esses grupos se tornassem muito parecidos geneticamente. Por essa razão, é possível que uma estimativa de ancestralidade proveniente da Europa Ocidental contenha também ancestralidade do Norte da Itália. 


Judeus Ashkenazim

Os judeus asquenazes são um grupo étnico e cultural que, a partir do século VII, se estabeleceu ao longo do rio Reno, na França e na Alemanha, e se espalhou para o norte e leste europeu ao longo da Idade Média. Eles descendem dos judeus que começaram a se estabelecer na Europa Ocidental após a destruição do Primeiro Templo de Jerusalém pelas mãos do Império Babilônico, no ano 586 AEC (antes da Era Comum). Durante a Idade Média, a palavra hebraica Ashkenaz (אַשְׁכְּנז) foi equiparada a “Germânia”, que é o nome histórico para a região que compreende a atual Alemanha, os Países Baixos, a porção oriental da França e parte da Áustria e da República Tcheca.

Apesar de originalmente habitarem às margens do Reno, as perseguições aos judeus na Europa ocidental que se intensificaram com o começo da Primeira Cruzada, no ano de 1096, promoveram a migração das comunidades asquenazes para o leste do continente, onde permaneceram, em sua maioria, até o século XX.

A presença de judeus asquenazes no Brasil começou a tomar forma no final do século XIX, quando constantes perseguições sofridas na Europa Central e Oriental forçaram inúmeras comunidades judaicas a buscarem a emigração para a América. Esse processo se intensificou à medida que o mundo se aproximava da metade do século XX, atingindo seu ápice no início da Segunda Guerra, quando a Polônia foi invadida pelas forças nazistas do Terceiro Reich. A Polônia é o país de origem da maioria dos ashkenazim brasileiros, mas a Alemanha, a Ucrânia, os Países Baixos e os Balcãs também são origens comuns. A maioria desses imigrantes se estabeleceu nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, locais que até hoje concentram a maior quantidade dos judeus brasileiros.


Leste Europeu

A região da Europa Oriental engloba Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Eslováquia, Hungria, Chéquia, Belarus, Ucrânia, Moldova e o oeste da Rússia. É proposto que humanos do Oriente Médio tenham entrado na Europa pela primeira vez passando pela península balcânica, o que seria evidenciado pela similaridade genética entre os europeus neolíticos e os atuais moradores do Oriente Médio. Assim sendo, os territórios do Leste Europeu seriam um dos primeiros ocupados durante essas migrações.

Embora não seja tão relatada, a imigração de países da Europa Oriental para o Brasil foi tão volumosa quanto a japonesa ou alemã. A principal origem destes imigrantes era a Polônia, visto que no final do século XVIII este país deixou de ser um estado soberano. Ondas migratórias também foram causadas pelo excedente populacional rural e pela crescente pobreza urbana no fim do século XIX, sendo esta leva a mais marcante no que diz respeito ao Brasil.


Basco

O povo basco se encontra fragmentado entre dois países, residindo no extremo norte da Espanha e sudoeste da França. Os bascos descendem de uma população ibérica que permaneceu relativamente isolada desde a pré-história, não sendo afetada geneticamente pelos movimentos migratórios que ocorreram no restante da região. Não se notam nos bascos, portanto, influências do norte da África ou do Cáucaso, presentes nas populações vizinhas.

Os dados sobre emigração basca para o Brasil são escassos pois, de maneira geral, os demais países da América Latina (principalmente Argentina, Chile, Venezuela, México e Uruguai) se mostravam melhores destinos. Mesmo assim, as regiões fronteiriças entre o Brasil e alguns destes países podem ter aberto espaço para a entrada no território brasileiro: é o caso do ex-presidente do Brasil Emílio Garrastazu Médici, nascido no Rio Grande do Sul, mas filho de uma uruguaia de origem basca.


Judeus Sefaradim

Os judeus sefarditas são aqueles que descendem dos judeus que habitaram Portugal e a Espanha durante a Idade Média. A palavra Sefarad (ספרד) é o nome hebraico dado à província romana da Hispania, que corresponde à Península Ibérica. Os judeus começaram a habitar essa região na Antiguidade, talvez ainda na época da destruição do Primeiro Templo de Jerusalém, mas não se sabe ao certo. Sabe-se que entre as primeiras ondas migratórias, o maior volume se deu após a Primeira Guerra Judaico-Romana, quando as forças de Israel se rebelaram contra o Império Romano e perderam, sendo levadas para outras províncias romanas como punição.

Os sefaradim permaneceram na Península Ibérica até o final do século XV, quando os reinos católicos se tornaram criticamente intolerantes aos judeus, dando a eles a opção de se converterem ou saírem do reino para serem poupados da morte. Várias famílias se converteram publicamente, mas mantiveram suas tradições em segredo na vida privada, tornando-se criptojudeus. Para os católicos, todos os judeus que aceitaram a conversão foram chamados de cristão-novos. Já as comunidades que recusaram a conversão e fugiram da Ibéria se estabeleceram principalmente no Norte da África e no Oriente Médio, regiões que já eram habitadas historicamente por judeus, e espalharam a tradição cultural sefardita para outros grupos judaicos como os mizrahim.

O DNA sefardita chegou até o Brasil por meio dos cristãos-novos, que participaram das Grandes Navegações junto aos primeiros colonizadores portugueses, alguns inclusive mantendo suas tradições judaicas em segredo. Os cristãos-novos continuaram migrando para o Brasil durante toda a era colonial e seguiram fazendo isso também na era imperial. Um segundo momento de destaque para a entrada de judeus sefarditas no Brasil foi durante a ocupação holandesa de Pernambuco. Várias famílias sefarditas expulsas da Península Ibérica encontraram abrigo em Amsterdã. Quando os holandeses tentaram estabelecer uma colônia no Nordeste, vários judeus atravessaram o Atlântico para tentarem uma vida no Novo Mundo como artesãos e profissionais especializados.


Sardenha

A Sardenha é a ilha mais a oeste do território italiano, tendo sido efetivamente colonizada no período Neolítico, por volta de 5.000 AEC (Antes da Era Comum). O isolamento geográfico da ilha a manteve imune à maioria dos processos migratórios que afetaram o restante da Europa, de modo que os sardos dos dias atuais representam uma “fotografia” conservada de como era a estrutura genética desses povos pré-históricos.

Entre 1870 e 1920, no período conhecido como “grande imigração”, cerca de 1,4 milhão de italianos entraram no Brasil, motivados, de maneira geral, pelo desgaste político, social e econômico causado pelas recentes lutas de unificação da Itália. Entretanto, em comparação a estes números, a Sardenha foi a região de menor contribuição migratória: apenas cerca de 6 mil sardos emigraram para o Brasil entre 1876 e 1920. Muito antes disso, porém, em 1836, a primeira colônia de italianos no Brasil (Colônia Nova Itália, hoje São João Batista, SC) foi fundada majoritariamente por algumas dezenas de sardos.


Itália

A geografia da Itália, que divide o Mediterrâneo em dois, faz dela um importante ponto de cruzamento entre povos e culturas. Seres humanos modernos já habitavam a península em 35.000 AEC (Antes da Era Comum) e, da mistura destes com indoeuropeus, em cerca de 1.000 AEC, desenvolveram-se comunidades no norte da Itália. Pouco depois, ao sul, os gregos fundaram cidades como Nápoles e Siracusa. Além disso, como centro inicial do Império Romano, foi inevitável o contato da Itália com todo o restante das áreas dominadas, resultando no influxo genético destes domínios para o território italiano.

Entre 1870 e 1920, no período conhecido como “grande imigração”, cerca de 1,4 milhão de italianos entraram no Brasil, motivados, de maneira geral, pelo desgaste político, social e econômico causado pelas recentes lutas de unificação da Itália. Devido às semelhanças entre língua, religião e costumes, além da cor da pele, o italiano foi considerado como “imigrante ideal” pelas autoridades públicas e empresários da época, sendo mais “facilmente assimilável” pela sociedade do que os alemães ou japoneses, e contribuindo para a política de branqueamento populacional em curso na época.

Norte da Itália e Europa Ocidental 

A proximidade geográfica das populações do Norte da Itália e da Europa Ocidental, bem como o contexto histórico dessas regiões, contribuiu para que esses grupos se tornassem muito parecidos geneticamente. Por essa razão, é possível que uma estimativa de ancestralidade proveniente do Norte da Itália contenha também ancestralidade da Europa Ocidental. 


África

África

24%

Leste da África

11%

Região dos Grandes Lagos (Povos Bantu Orientais)

Oeste do Quênia

Mandê

6%

Costa da Mina

5%

Bayaka

< 2%

Oeste da África

< 2%

Leste da África

A região da África Oriental abrange Tanzânia, Quênia, Malawi, Moçambique, Zimbábue, Zâmbia, Suazilândia e parte da África do Sul. Acredita-se que os povos desta região litorânea descendam dos Bantu que migraram da Nigéria em direção ao Sudão, em seguida continuando sentido sul. O litoral é de fácil acesso marítimo, o que permitiu o contato com comerciantes de outras civilizações, principalmente da Arábia e da Pérsia. Esse contato frequente está refletido no material genético dos povos da região, que apresenta semelhanças com o de habitantes do Oriente Médio.

Após a repreensão da Inglaterra contra o tráfico negreiro em 1815, os comerciantes de pessoas escravizadas passaram a utilizar novas rotas e a buscar alternativas para burlar a proibição. Assim, o território de Moçambique se tornou um dos novos alvos do tráfico, de onde mais de 300 mil habitantes foram retirados e enviados principalmente à região Sudeste do Brasil.


Mandê

Mandê é o nome do grupo étnico-linguístico que habita a porção noroeste do continente africano, que hoje conhecemos como Mali, Mauritânia, Guiné, Guiné Bissau e Serra Leoa, bem como partes de Burkina-Faso, Libéria e Costa do Marfim. Os Mandês seriam descendentes dos antigos povos do Saara que migraram para oeste, tendo desenvolvido a agricultura independentemente há cerca de 5 mil anos. A cultura Mandê originou os Impérios de Gana e de Mali, dois dos maiores impérios africanos da história. O Islamismo chegou às terras Mandê por volta do século IX, sendo hoje a crença predominante na região. 

Na segunda metade do século XVI, o território Mandê foi vítima de invasores vindos do leste do continente, que desestabilizaram a estrutura social vigente. Dois séculos depois, a região foi invadida e colonizada pelos franceses, que traçaram novas fronteiras e incentivaram conflitos étnicos entre os povos nativos. Durante o tráfico transatlântico de escravizados, pessoas da etnia Mandê estiveram entre as que vieram para algumas regiões do Brasil, especialmente para o Nordeste.


Costa da Mina

O agrupamento denominado como Costa da Mina engloba os países africanos Nigéria, Gana, Togo e Benim, e recebe esse nome devido ao forte de São Jorge da Mina, erguido na região no final do século XV. Desde 10.000 AEC (Antes da Era Comum), o local já era habitado por povos que apresentavam traços físicos semelhantes aos dos residentes atuais da região. Da borda entre Nigéria e Camarões, o povo Bantu se expandiu para leste e para sul, alcançando até Moçambique.

A Costa da Mina foi uma das principais regiões de origem de africanos escravizados que foram trazidos para o Brasil entre o século XVIII e início do XIX, tendo como destino preferencial a Bahia. Somente nesse período, mesmo após a proibição inglesa do tráfico, quase 1 milhão de pessoas foram embarcadas por essa rota, sendo que aproximadamente 10% morria no trajeto. Em território brasileiro, muitas dessas pessoas compuseram o seu sobrenome como sendo “Mina da Costa”, ou apenas “Mina”, passando-o a seus descendentes. Os cativos trazidos pertenciam a etnias distintas: Iorubás, Jejes, Hauçás e Bornus, dentre outras.


Bayaka

Os Bayaka, ou Byaka como se autodenominam, são um povo pigmeu caçador e semi-nômade que habita a região da República Centro-Africana e norte da República do Congo. Eles foram indiretamente afetados pelo colonialismo europeu, quando a região fazia parte da África Equatorial Francesa. Neste período, tribos dos arredores eram forçadas a trabalhar na manufatura da borracha, e os que fugiam para a floresta acabavam se deparando com os Bayaka. 

Atualmente, o estilo de vida Bayaka é ameaçado pela caça insustentável praticada pelos Bantu, que deixou boa parte dos Bayaka sem sua principal fonte de alimento, obrigando-os a realizar subtrabalhos ou atividades ilegais para os Bantu, como a caça de elefante, em troca de comida e bebida alcóolica, forçando um estilo de vida fora de seus costumes.


Oeste da África

O ocidente africano abrange os atuais países Camarões, Gabão, República do Congo, Angola, Guiné Equatorial e trechos da Namíbia, África do Sul, República Centro Africana e República Democrática do Congo, bem como o arquipélago São Tomé e Príncipe. A região tem sido por muito tempo o lar dos povos Bantu (como os Bacongo, os Luba e os Lunda), cuja origem remonta a cerca de 2 mil anos AEC (Antes da Era Comum) na região da Bacia do Rio Congo. A Expansão Bantu, durante o primeiro milênio AEC, espalhou-os por quase todo o centro-sul africano. Na Idade Média, diversos Estados Bantu mantiveram o predomínio político na região, como o Reino do Kongo e o Reino Ndongo, cujas fronteiras se situavam onde hoje está localizada a Angola. 

Com o início do tráfico atlântico de pessoas, milhões de indivíduos Bantu do oeste africano foram levados e vendidos nas colônias na América para o trabalho escravo nas fazendas. Estima-se que, entre os anos de 1525 e 1851, mais de cinco milhões de africanos escravizados, em sua maioria provenientes da África Ocidental, tenham desembarcado no Brasil. Seu principal destino eram as fazendas no sudeste brasileiro, e sua presença deixou importantes marcas em nossa cultura.


Oriente Médio e Magrebe

Oriente Médio e Magrebe

7%

Levante

5%

Síria e Líbano

Jordânia

Arábia e Egito

< 2%

Magrebe

< 2%

Levante

Levante compreende uma parcela significativa do Oriente Médio, que contém os atuais Líbano, Israel, Síria e Jordânia, e uma fração da Turquia e do Iraque. Vestígios de ocupação humana na região remontam ao período neolítico, há cerca de 11 mil anos, com indícios de agricultura e pecuária datados de 9 mil anos atrás. Por estar situado na tríplice fronteira entre Europa, Ásia e África, este território possui uma riqueza cultural ímpar, dado o intenso tráfego de pessoas desde os primórdios da civilização humana. 

A emigração desta região para o Brasil teve início no século XIX. Os primeiros migrantes teriam sido cristãos-árabes em fuga do regime turco-otomano, que impunha a fé islâmica. Outros conflitos posteriores, como as Guerras Civis no Líbano (durante os anos 70 e 80) e na Síria (desde 2015), também impulsionaram a vinda de refugiados para o Brasil, bem como seu deslocamento para outras partes do mundo. Hoje, de acordo com o Itamaraty, entre 7 e 10 milhões de descendentes de povos desta região vivem em território brasileiro.


Arábia e Egito

A Península Arábica, ou simplesmente Arábia, é considerada um subcontinente da Ásia que compreende Arábia Saudita, Iêmen, Omã, Catar, Bahrain, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, sendo todos muito próximos do Egito em termos de história, idioma, religião e geografia. Os primeiros indícios de assentamento humano na região datam de aproximadamente 90.000 AEC (Antes da Era Comum), no deserto de An Nafud, na Arábia Saudita. O islamismo é uma das religiões mais influentes do mundo e tem origem na Arábia do século VI, tendo se expandido por boa parte do Norte da África e Ásia, além de todo o Oriente Médio. A etnia predominante na região é a Árabe, mas sua população também é composta por muitos imigrantes, principalmente indianos e paquistaneses.

No Brasil, estima-se que haja 9 milhões de descendentes de árabes, sendo esta a maior população fora da Península Arábica. As principais ascendências que contribuem para este número são os libaneses, sírios e egípcios, de maneira que a chegada destes últimos em terras brasileiras teve início em 1950, em decorrência da crise Suez.


Magrebe

O Magrebe, no noroeste da África, é uma região que faz parte do mundo árabe, incluindo os territórios do Marrocos, Tunísia, Argélia, parte de Mali, Líbia e Mauritânia, e o território disputado do Saara Ocidental. Existem registros de humanos na região desde 10.000 AEC (Antes da Era Comum). Durante sua história, o deserto do Saara funcionou como uma barreira física que impediu o contato com os territórios da África Subsaariana. Assim, o maior contato da região foi com o Oriente Médio e a Europa, passando por invasões dos Fenícios em 1.000 AEC, expansão Islâmica no ano de 647 e colonização por França, Itália e Espanha, no século XIX.

Durante a expansão islâmica no século VII, houve uma massiva emigração de cristãos do Magrebe para a Itália, a fim de preservar suas crenças. É possível que boa parte dos descendentes destes imigrantes tenham chegado a terras brasileiras devido à “grande imigração” italiana para o Brasil entre 1870 e 1920. França, Bélgica e Países Baixos também possuem uma numerosa população de descendentes do Magrebe.


Américas

Américas

3%

Amazônia

3%

Amazônia

A Amazônia se estende por Equador, Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela e a região Norte do Brasil, além de parte de Guiana e Suriname. Existem vestígios de presença humana na Amazônia datando de 11 mil anos atrás. Esta foi possivelmente uma das últimas regiões do mundo a ser povoada, pois há hipóteses de que a vida em florestas tropicais como a Amazônia só seria possível com acesso a alimentos cultivados, não bastando caça e coleta. Além disso, uma das possíveis rotas que explicam a chegada do homem à América do Sul envolve sair da África pelo Sinai, atravessar toda a Ásia até sua conexão com a América do Norte no Estreito de Bering, e daí seguir pelo continente americano no sentido sul. Ou seja, trata-se do ponto mais distante da África por vias terrestres, o que pode ter atrasado a ocupação.

O censo IBGE de 2010 revelou que mais de 810 mil pessoas se autodeclararam indígenas no Brasil, sendo que quase 40% se concentram na região Norte, em especial na zona rural do Estado do Amazonas. A etnia mais numerosa presente no território brasileiro atualmente, a Tikuna (autodenominada Magüta), estabelece-se justamente no Amazonas, com alguns habitantes também no Peru e Colômbia. Os primeiros contatos destes com os europeus teriam ocorrido no final do século XVII, com jesuítas espanhóis que levantaram assentamentos nas margens do rio Solimões.